Acertando a mira

Seria tudo muito fácil se, para jogar no mundo o canal no YouTube (nosso exemplo nessa série de posts), bastasse ter uma boa câmera, gravar e publicar o vídeo. Falaremos bastante em planejar, aperfeiçoar e reinventar – afinal você quer manter seu público junto de você e ainda atrair a atenção de mais gente, certo?

Manter um canal exige publicar vídeos regularmente, o que inclui: preparar a pauta, captar adequadamente o som, escolher e preparar o cenário, afinar a iluminação, selecionar os takes, fazer cortes, inserir trilha, animações, créditos… Tudo isso ainda demanda: tempo, conhecimento e equipamento – quase sempre de mais de uma pessoa.

Ainda está disposto(a) a encarar a jornada? Ótimo! Mas segura aí, lembra que você também precisa trabalhar a maior parte da semana para bancar suas contas e o projeto que você idealiza…?

Aí que o Financiamento Contínuo entra em cena: como uma possibilidade de viabilizar esse projeto!

Estabelecendo metas financeiras realistas (ou seja, você calculou seus custos e se planejou), você já poderia lançar uma campanha, certo?

Quase lá – vamos adiante!

A campanha para divulgar a campanha

Um bom vídeo de apresentação, um texto escrito de forma direta, metas objetivas e recompensas com valores atraentes são importantes e ajudam no start da campanha.

Mas é a rede de contatos que você construir e alimentar que ajudará sua campanha a continuar e a se expandir. Com quanto mais pessoas você falar sobre sua campanha de Financiamento Contínuo, quanto a mais pessoas você, sinceramente, pedir por apoio, mais pessoas se unirão a você e ao seu projeto.

Você também precisa de manutenção e cuidados!

Tomar as rédeas da sua sustentabilidade financeira a partir de um projeto pessoal requer trabalhar a auto-imagem e suas próprias habilidades . Listamos alguns caminhos possíveis para isso:

  • Planejamento financeiro: procure cursos, contadores(as) e outras pessoas que possam te orientar em como estabelecer seu custo para sobrevivência mensal, de acordo com suas necessidades e contexto.
  • Planejamento para migrar de um emprego estável para viver do Financiamento Contínuo: não é sinônimo de largar tudo e mergulhar de cabeça. Programe-se: “daqui a seis meses quero já complementar 40% da minha renda com o financiamento contínuo e daqui a um ano quero viver somente disso”. Olhando assim fica mais fácil de acreditar, hein?
  • Comunicação pessoal e reação à críticas: esteja preparado(a) para ouvir críticas. Trabalhe suas falas com gentileza, se isso for uma dificuldade para você, recomendamos buscar auxílio externo.
  • Sempre dá pra melhorar: seu projeto precisa respeitar uma linha contínua de crescimento. Não se acomode, pesquise, estude, esteja em contato com sua base de apoiadores(as), veja o que outras pessoas criam!

Tomar a decisão de financiar continuamente um projeto é empreender, e resiliência é a palavra-chave para seguir vencendo os desafios que estarão à frente nessa jornada – mas lembre-se que você não estará só.

Nosso próximo post do Guia (nada) definitivo de Financiamento Contínuo falará sobre a relação com sua comunidade apoiadora – em breve! 😉

Conteúdo original: Yuri Amaral
Adaptação para blog: APOIA.se

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