Gostamos de falar que o financiamento coletivo é revolucionário porque ele sacode algumas das lógicas de pensamento presentes na nossa vida cotidiana. Lógicas essas que ainda são muito baseadas no senso comum, herdadas de certas formas de organização econômico-sociais que até podiam fazer total sentido há alguns anos ou mesmo décadas atrás, mas que hoje precisam ser revistas – afinal o contexto é outro!
Neste post nos referimos às oportunidades de revolução no modo como nos organizamos financeiramente, como nos comunicamos com os grupos com os quais nos identificamos e até mesmo com quem nos conectamos – tudo isso no entorno de nossos projetos pessoais e/ou profissionais.

Com o Financiamento Coletivo, seu Fazer pode virar seu negócio – e principal fonte de renda.

O Financiamento Coletivo é revolucionário porque faz aparecer um novo leque de possibilidades pra quem busca sustentabilidade financeira naquilo que gosta ou que acredita.

Vamos fazer um exercício? Você tem uma ideia para criar uma ONG ou projeto social, um Game, um Podcast. Ou ainda, que você quer que oficializar seu empreendimento criativo e/ou relevante socialmente – mas é muito difícil inserir e viabilizar financeiramente sua ideia no mercado tradicional. Seguindo o senso comum, para bancar seus objetivos você precisaria manter uma jornada dupla, onde você tem um trabalho convencional não associado ao seu Fazer criativo, e ao mesmo tempo tem um trabalho não remunerado, que tem um valor subjetivo muito representativo pra você. Qual é a viabilidade de investimento de tempo e energia no Fazer que brilha seus olhos, mas não se sustenta economicamente?
Viver atuando nesse modo duplicado é algo que, além de ser bastante cansativo, compromete a qualidade e o sucesso das suas duas ocupações – pois você acaba não conseguindo dedicar-se plenamente a nenhuma delas.

O financiamento coletivo oportuniza que você insira seu empreendimento criativo-social-educativo-inspiracional em uma lógica sustentável e rentável. Dedicação total ao que você realmente quer Fazer, através do seu próprio empreendimento de apoios contínuos como:
– Podcasts;
– Ações de impacto social;
– Ações de causa ambiental;
– Criação de conteúdos artísticos, criativos, informativos;
– Projetos educativos e tantos outros!

É essa a revolução de que falamos.

O financiamento coletivo revoluciona a relação entre quem produz e quem recebe o fruto dessa produção

O Financiamento Coletivo é revolucionário porque a relação entre quem Faz e quem apoia/consome assume um lugar de extrema importância. Diferente da relação tradicional de consumo de bens e serviços, onde as atenções em geral estão voltadas apenas pros produtos (valor financeiro em troca da entrega do que foi produzido).

Em uma campanha de financiamento coletivo o produto faz parte da jogada, mas o processo envolvido no fazer passa a habitar a relação e a ter valor expressivo em si: aí que está a inovação proposta, onde ambas as partes passam a dar conta desse vínculo, através da corresponsabilização sobre a geração de condições para que ele aconteça. Indo um pouco além nesse tópico, podemos citar a transparência como elemento que agrega valor a essa relação. Prestar contas torna-se um importante ato. Não só financeiramente falando mas também em todo tipo de recurso e energia que é investido pra fazer acontecer o que está sendo apoiado. Diferente das relações baseadas em interesses de mera troca de valor financeiro por um “pacote” fechado de conteúdos, produtos ou serviços, ao ser transparente com a comunidade apoiadora, o(a) fazedor(a) demonstra que reconhece o direito desse grupo de visualizar abertamente onde e como suas colaborações estão sendo utilizadas 🙂

O Financiamento Coletivo alarga fronteiras

O Financiamento Coletivo é revolucionário porque por meio dele você pode receber apoio de qualquer parte do mundo!

Se até não muito tempo atrás as relações de apoio e de colaboração ficavam restritas às pessoas geograficamente próximas de você, com o amplo acesso da população mundial à internet você aumenta as chances de encontrar pessoas interessadas em apoiar seu trabalho. Nessa relação de apoio reside uma conexão que é universal, transcende territórios e culturas.

Imagine que você tem um projeto de mobilização em torno de uma temática cultural específica, como por exemplo, a busca por visibilidade de artistas indígenas no meio musical não folclórico. Com a potencialidade de conexão oferecida pelas inumeráveis ferramentas de comunicação via internet, você já incrementa suas chances de mais gente, em qualquer canto do mundo, ficar conhecendo seu projeto, se identificar ou até mesmo de ver inspiração nele!

Quando o financiamento coletivo entra nessa jogada, você passa a poder também receber apoio financeiro dessas pessoas que, mesmo espalhadas pelo planeta, já conhecem seu projeto e já gostam do que você faz. Nessa perspectiva, o conceito de coletivo ganha também o entendimento de coletividade enquanto união simbólica de pessoas em torno da missão de dar suporte financeiro a uma causa ou ideia. Além de revolucionário, isso é potente!

Você sabia que no APOIA.se, fazedores e fazedoras podem receber apoios pessoas que estejam em qualquer lugar do planeta? Clique aqui e saiba mais!

Texto: Aline Silveira e Sheila Uberti, do Time de Comunicação do APOIA.se
Imagem:Oleg Laptev (Unsplash.com)
Texto inspirado no “Ten Reasons Patronage Is Revolutionary” da Amanda Palmer

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