Com a suspensão das atividades consideradas como “não essenciais”, as empresas e trabalhadores informais têm feito malabarismos para conseguir manter suas atividades diante da crise.

Algumas empresas infelizmente não resistiram ao impacto e acabaram fechando as portas, e outras por sua vez optaram por reduzir os salários ou diminuir o quadro de funcionários.

Com isso, um grande número de trabalhadores e trabalhadoras tiveram perda integral ou parcial da sua renda, fazendo com que reduzissem seus gastos mantendo somente as despesas básicas.

Era possível de imaginar que tal situação refletisse diretamente nos valores arrecadados e números de apoios realizados para campanhas em plataformas de financiamento coletivo, já que o poder aquisitivo de grande parte da população tem sido impactado fortemente.

Esse, cenário de incertezas nos despertou bastante atenção aqui na APOIA.se, mas o impacto desses temores têm nos surpreendido.

A fragilidade do momento que vivemos parece ter intensificado nas pessoas (e reacendido em outras) o senso de comunidade e cooperação, fazendo com que um grande movimento solidário se fortaleça e desempenhe um papel  fundamental no suprimento de necessidades sociais,  chegando a grupos e regiões que nem mesmo o poder público conseguiu atender ainda.

Diante disso, o Financiamento Coletivo tem se mostrado uma ferramenta muito útil para conectar, gerenciar e facilitar essa relação de quem pode ajudar com quem precisa.

Isso tudo graças a uma tecnologia que torna possível a distribuição e pulverização ágil de recursos, que independe de instituições regulatórias ou burocráticas. 

Assim, enquanto plataforma de crowdfunding, conseguimos não só ampliar o disseminação da potência coletiva, como também seguir operando, enquanto empresa proponente, mesmo em tempos de quarentena. 



Setores estão buscando mais financiamento para projetos

No cenário atual, identificamos que os principais setores que estão buscando financiamento através do coletivo são aquelas que têm como meta destinar o valor arrecadado para causas relacionadas aos 3 eixos mais afetados pela COVID19:

  • Auxílio/suporte para pessoas em situação de vulnerabilidade social;
  • Trabalhadore(a)s autônomos;
  • Estruturas de saúde e bem estar.

Iniciativas de cunho mais emergenciais, como arrecadação de verba para compra de alimentos e itens básicos de sobrevivência aos mais necessitados, assim como doação de EPIs e materiais hospitalares para estruturas de saúde, vêm buscando a modalidade de financiamento pontual.

Assim como muitos profissionais autônomos, que trabalhavam majoritariamente de maneira presencial, têm encontrado na modalidade contínua por mês uma forma de conseguir se manter financeiramente até a normalização das suas atividades. 

Nessa categoria há uma predominância da comunidade artística, músicos, instrumentistas, ilustradores e festivais culturais. Espaços físicos como centros culturais, bares e restaurantes também têm optado pelo financiamento coletivo na busca arrecadar verba para suas despesas básicas, como água, luz, aluguel entre outro.

Mas, como comentamos, o universo criativo e de geração de valor compartilhado é grande, e a potência do financiamento coletivo também. Portanto, existem iniciativas que, mesmo não sendo as maiores impactadas pela pandemia, começaram a olhar com mais atenção para a possibilidade de contar com a ajuda do seu povo para se manter e se viabilizar: conexão, previsibilidade financeira e suporte mútuo seguem sendo os principais motivadores para qualquer iniciativa buscar no financiamento coletivo seu caminho de sucesso.

Um fato interessante é que, ao mesmo tempo que o financiamento coletivo pode ser buscado como saída emergencial, também vemos que muita gente está aproveitando o momento onde a internet tem ganhado um lugar de tanto destaque, para fazer do limão uma limonada. Ou seja, reinventar sua forma de trabalhar, sua forma de se comunicar, sua forma de se sustentar,  sua forma de Fazer online. E acreditamos que esse movimento vai seguir se desenvolvendo e pode vir a gerar ótimos frutos.

E os números?

Percebemos um aumento de mais de 50% no número de novos apoios (para todas as modalidades de campanha) e o valor arrecadado quase triplicou no desde o começo da pandemia no Brasil.

Sim! Vivemos  um período de sensibilização coletiva e, para além disso, um momento de ação. 

Campanhas com arrecadação pontual vêm mobilizando de maneira mais emergencial a população. Muitas campanhas com poucos dias de duração – 5/10/20 dias – estão atingindo suas metas de arrecadação rapidamente. O que isso nos mostra? Que os tempos difíceis que estamos vivendo exigem movimento e agilidade, e as pessoas estão respondendo a esse chamado. 

Em relação à campanhas contínuas percebemos o mesmo comportamento mobilizador: nunca houve um número tão baixo de apoios pausados. As pessoas parecem estar comprometidas com o cuidado compartilhado e não estão deixando na mão àqueles que admiram e apoiam desde outros carnavais.

É com imensa alegria e satisfação que compartilhamos essas boas notícias com vocês.

Aqui  na APOIA.se seguimos a todo vapor!

Cada um(a) trabalhando de sua casa, porém, mais unidos do que nunca, estamos engajados com braços, cabeças e corações para agir com os recurso que temos no suporte àqueles que hoje formam as Redes Solidárias de combate à crise material e social gerada pela Covid-19.

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