Entenda como monetizar um canal no YouTube

YouTubers Nov 08, 2021

Ser um(a) criador(a) de conteúdo para o YouTube é uma das novas profissões mais almejadas por milhares de brasileiros e brasileiras. Muito desse interesse é porque existe a real possibilidade de converter visualizações em renda. Contudo, o site indica uma série de regras para a monetização do conteúdo que pode causar confusão.

O YouTube tem mais de 105 milhões de usuários mensais no Brasil, e mais de 1,8 mil canais com mais de 1 milhão de inscritos, além de somar milhões de canais com temáticas variadas e métricas bem específicas para remunerar seus parceiros.

Mesmo que os conteúdos de um canal sejam frequentes e adquiram um bom engajamento, há outros fatores que são fundamentais para a plataforma remunerar criadores de conteúdo.

Mas antes de estimar quanto ganha um youtuber, é bom ficar ligado nos requisitos mínimos para receber a remuneração por visualizações.

Entenda quais são os critérios para monetizar um canal no YouTube!

Ter no mínimo 1000 inscritos

Ter pelo menos 1000 usuários inscritos no seu canal é o ponto de partida para a monetização de vídeos no YouTube.

Quando o canal está começando sua atividade, esse número pode até parecer distante, mas com algumas dicas de divulgação é possível conquistar um público ainda maior, em pouco tempo.

Um produtor de conteúdo precisa ter certa relevância e conteúdos periodicamente publicados para garantir que os vídeos alcancem novos públicos. Além da dedicação com o roteiro e a edição do vídeo, há algumas estratégias de crescimento que podem ajudar na busca pela visibilidade de um canal:

  • Entenda as regras de SEO específicas para o YouTube;
  • Mantenha a regularidade das postagens;
  • Entenda como fidelizar sua audiência;
  • Invista em conteúdos exclusivos e originais;
  • Utilize o Google Trends para monitorar as buscas de seguidores.

Contar com pelo menos 4 mil horas de conteúdo válidas no último ano

A recorrência na postagem dos conteúdos é o segredo para conseguir as horas publicadas necessárias para ter a remuneração pelo YouTube.

O conteúdo do canal também deve preservar as diretrizes da comunidade e ser considerado relevante. São banidos os materiais com nudez, incitação à violência, exploração sexual, fake news, spam, discursos de ódio e preconceito, assédio de todos os tipos, assim como os de comercialização de armas de fogo ou de drogas.

Também não são permitidos os plágios, ou seja, reutilizar conteúdos de autoria de terceiros e reproduzir sem qualquer tipo de contribuição crítica ou com violações da lei de direitos autorais, como usar a música de um artista sem a autorização prévia, por exemplo.

O site também espera que os criadores mantenham uma postura que proteja a comunidade do YouTube, não apenas na produção de conteúdos, como também fora dela, se preservando de comportamentos violentos, por exemplo.

Quais as formas de monetizar um canal no YouTube?

Existem formas diferentes de obter a remuneração da plataforma, um(a) criador(a) de conteúdo pode combinar algumas para aproveitar todo o faturamento possível de ser gerado.

A publicidade é uma das formas mais comuns de monetização dos vídeos, por meio dos anúncios exibidos no canal. Seja antes, depois ou até mesmo durante os vídeos. É provável que essa seja a forma mais rentável de retorno.

Os anúncios mais comuns são:

  • Gráficos: ficam localizados na lateral do vídeo, geralmente aparecem somente para as visualizações em computadores.
  • Vídeo ignorável: um vídeo publicitário inicia automaticamente. Pode aparecer antes, durante ou depois da exibição de um vídeo do canal. Esse tipo de anúncio pode ser ignorado pelo usuário após 5 segundos.
  • Vídeo não ignorável: da mesma forma que o anterior. Pode aparecer a qualquer momento do vídeo, contudo, não pode ser ignorado e tem duração de até 30 segundos.
  • Banner em sobreposição: anúncio em banner que fica sobre o vídeo.

Crowdfunding

Para fazer um crowdfunding é preciso ter um canal e alcançar uma audiência disposta a apoiar o projeto. Crowdfunding e financiamento coletivo, são os nomes usados para o conceito de arrecadar fundos por meio da mobilização social. Dessa forma, é um convite aos seguidores para proporcionar a sustentabilidade financeira do canal.

Os tipos mais comuns de financiamento coletivo são os pontuais e recorrentes.

Cada uma das modalidades guarda particularidades diferentes, isso porque cada modelo de financiamento atende a objetivos distintos.

O crowdfunding contínuo é o mais adequado para quem quer monetizar um canal no Youtube. Uma modalidade que destaca a recorrência das doações para sustentar o projeto.

Nesse tipo de financiamento coletivo os seguidores são faturados mensalmente, como em um clube premium exclusivo.

Também é uma maneira de não depender apenas do YouTube como único provedor de receita do canal.

As melhores plataformas de financiamento coletivo oferecem hospedagem e ferramentas importantes como uma página para acolher a campanha do canal. Nessa página de campanha é comum encontrar a história da iniciativa, fotos, alguns vídeos, chat com os(as) apoiadores(as), entre outros recursos.

Por aqui, na APOIA.se, há inúmeros exemplos de fazedores(as) de campanhas que utilizam a monetização do YouTube para exibir conteúdos diferenciados e o financiamento coletivo para arrecadar fundos.

É o caso do Canal do Chavoso da USP. A história do estudante de Ciências Sociais, Thiago Torres, é compartilhada por meio do canal que contempla assuntos como a vida na periferia e estudar na maior universidade do país. Nos vídeos, ele ainda discorre sobre sociologia, política, cultura e sociedade.

Campanha de financiamento coletivo do canal no YouTube Chavoso da USP.
Campanha Chavoso da USP

No crowdfunding do estudante, a partir de R$1 real por mês é possível apoiar a continuidade do  canal.

E aí, ficou mais fácil entender como funciona a monetização do Youtube?!

Também vale a pena dar uma olhadinha no artigo: como funciona a remuneração do YouTube para sanar todas as dúvidas.

E se você já entendeu como a monetização do YouTube pode ser combinada com o Crowdfunding, conheça o Guia do Financiamento Coletivo Contínuo para aprender tudo sobre a modalidade, e descobrir como alavancar a arrecadação do seu canal.

Jackeline Moraes

Community/Experience Analyst na APOIA.se, Jornalista, Especialista em Filosofia da Religião, Licenciada em Letras e Educadora Social

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