Manual para aumentar a captação de recursos para projetos sociais

ONGs 23 de Ago de 2021

Para manter um projeto social funcionando, é preciso captar recursos para sustentá-lo, desde os custos fixos mensais, até os custos com ações específicas.

Alguns meios conhecidos para arrecadar dinheiro são as concorrências em editais públicos e privados, ou produção de eventos. Mas existem outras formas que podem potencializar a captação de recursos para projetos sociais.

Campanhas de crowdfunding, ou financiamento coletivo, reúnem muitos aspectos importantes para a arrecadação, como a facilidade em apresentar o projeto, a credibilidade das plataformas e a possibilidade de receber doações de públicos distintos em um mesmo ambiente.

Essa foi a opção dos projetos sociais Amparaí, Cozinhas Solidárias e Raça para Quê?. Os dois primeiros trabalham para combater a fome. O último resgata animais abandonados e os ajuda a encontrar novas famílias.

Em comum, além de serem projetos sociais, os três têm a escolha pelo financiamento coletivo para a arrecadação, além dos ótimos resultados alcançados até aqui.

A campanha do Amparaí já ultrapassou 70% da meta de captação mensal, enquanto a Raça para Quê? já chegou aos 90% do valor necessário. A Cozinhas Solidárias, por sua vez, optou por uma campanha pontual, em que as doações acontecem uma só vez em um período predeterminado. A menos de um mês  do encerramento do prazo, o projeto já atingiu 99% da meta.

Para entender como buscar recursos financeiros para projetos sociais, criamos um manual com seis passos para você. Vamos lá!

Manual para aumentar a captação de recursos para projetos sociais

Passo 1: Faça um bom planejamento financeiro

Não há outra forma, planejar os custos é o primeiro passo para arrecadar recursos.

Tanto para estabelecer uma meta a ser buscada, quanto para apresentar seu projeto social a potenciais doadores(as) é preciso ter tudo calculado na ponta do lápis.

Para investir em um projeto social, pessoas físicas e empresas buscam projetos nos quais possam confiar, que demonstrem capacidade para colocar em prática as ações propostas.

Além disso, ao manter um planejamento financeiro detalhado, você terá a segurança de que a verba será suficiente para cobrir todos os gastos necessários.

O planejamento financeiro é a base para outros passos que veremos a seguir, como a apresentação do projeto e a prestação de contas.

Passo 2: Conheça os(as) potenciais doadores(as)

Faça uma busca ativa por potenciais doadores(as). Liste quais perfis de pessoas e de empresas podem se interessar em apoiar sua ONG. Observe quais características do seu projeto chamam mais atenção.

Por exemplo, em projetos como o Raça pra Quê?, pessoas que gostam de animais e que já estão familiarizadas com a proposta de adotar cães e gatos, ao invés de comprá-los, têm maior possibilidade de doar. Empresas relacionadas a bichos de estimação também podem se interessar em apoiar a causa, como clínicas veterinárias e pet shops.

Lembre-se: enquanto pessoas físicas doam para ajudar o projeto em que acreditam, empresas interessam-se mais em associar suas marcas a uma ação social.

Encontrar quais marcas são potenciais parceiras e ir em busca delas é um grande passo para aumentar a captação de recursos financeiros para a ONG.

Por meio da APOIA.se, você pode receber doações de pessoas físicas e de empresas no mesmo lugar. Uma ideia é, antes de criar a campanha de financiamento coletivo, planejar recompensas específicas para cada um dos públicos.

Conhecendo bem cada potencial doador(a), você constrói uma campanha direcionando os esforços para atingir as pessoas certas!

Passo 3: Apresente os pontos mais importantes do projeto

Ninguém faz doação para algo que não conhece muito bem, por isso a apresentação deve ser precisa, envolvente e não deixar dúvidas.

O Cozinhas Solidárias tem um objetivo claro: precisa de 750 mil reais para abrir 26 cozinhas solidárias no Brasil. Na campanha de arrecadação, o projeto é apresentado com um vídeo introdutório e textos que respondem a perguntas como Por quê?, Onde? e Como Funciona?.

Dessa forma, quem acessa a campanha consegue entender rapidamente o funcionamento do projeto e se engajar na doação. Cozinhas Solidárias é um projeto que não oferece recompensas em troca das doações, ou seja, é ainda mais importante que as informações estejam claras para que as pessoas desejem contribuir e se sintam seguras com a destinação do apoio oferecido.

Quando você inicia um projeto na APOIA.se, passa a ter  uma página na plataforma para a arrecadação de recursos. Mas, além disso, você tem um espaço para expor as motivações, o funcionamento, os custos e as demais informações do seu projeto social.

Ao apresentar a ONG para um(a) potencial doador(a), você pode indicar o link direto da campanha. Por exemplo: apoia.se/cozinhasolidariamtst.

Passo 4: Planeje a divulgação da campanha de captação de recursos

Dedicar-se em uma boa divulgação traz resultados!

Seja no boca a boca, conversando com as pessoas que você conhece, seja por meio de redes sociais, de distribuição de panfletos ou de agendamento de reuniões com empresas. Mas, para qualquer uma, é essencial fazer um plano de divulgação.

Ao partir de uma estratégia, você acelera a captação de doações para o projeto social e reforça as chances de se aproximar de grandes doadores(a).

A Amparaí faz um ótimo trabalho nas redes sociais. No Instagram da Misturaí, ONG que abraça a Amparaí e outras ações, aparecem desde informações sobre as necessidades dos projetos até bastidores do que é feito por lá.

Mostrar o que já foi feito e, especialmente, quem são as pessoas afetadas positivamente pelas contribuições, traz humanidade para a campanha e cria identificação.

É muito mais fácil pessoas doarem para a realização de algo concreto, que tem um rosto associado, do que apenas para atingir uma meta numérica.

Passo 5: Preste contas. Transparência é fundamental

Existem três formas para conferir credibilidade à captação de verba para um projeto social: arrecadar em uma plataforma conhecida e confiável, apresentar ações passadas que obtiveram sucesso e prestar contas, claro.

Todos os gastos e receitas precisam estar acessíveis a atuais e futuros(as) doadores(a). Pode ser planilha, pode ser gráfico, pode ser lista. O importante é que estejam disponíveis  de forma clara e transparente.

Na página da Amparaí na APOIA.se, tem uma tabela explicando os custos do projeto, assim como um gráfico com tudo o que foi feito no ano anterior. Dessa forma, fica fácil para o(a) potencial doador(a) compreender como o dinheiro será utilizado e, justamente por isso, ter confiança para doar.

Além da página da campanha, a APOIA.se disponibiliza um mural em que você pode postar informações novas e deixá-las visíveis apenas para quem já fez a doação.

Com o Mural de Campanha, você mantém a base apoiadoras informada do que acontece com o projeto, além de reforçar o envolvimento com a ONG.

Passo 6: Mantenha um bom relacionamento com doadores(as)

Independentemente da campanha de arrecadação ser recorrente ou pontual, o relacionamento com doadores(as) precisa ser contínuo, para fortalecer o senso de comunidade.

Quem apoia mensalmente precisa saber o que acontece na ONG e continuar engajado(a) não só para que não interrompa as doações, mas também para que indique o projeto para pessoas próximas que podem vir a ser novas doadoras.

Da mesma forma, quem apoia pontualmente quer saber como seu dinheiro foi aplicado e, ao perceber que o trabalho da ONG realmente traz resultados, se sente parte das metas alcançadas, e pode vir a contribuir em futuras campanhas de captação.

Você pode usar o Chat da APOIA.se para conversar com cada uma das pessoas apoiadoras, mas também pode enviar mensagens para todos(as) que doam ou já doaram para a ONG. Essa ferramenta é fundamental para manter o vínculo com sua rede de contatos.

Criar uma campanha de captação de recursos para projetos sociais na APOIA.se é muito simples, basta escolher entre o financiamento coletivo contínuo e ou o financiamento coletivo pontual para começar.

E o melhor: você pode escolher a taxa ideal para o seu projeto com a APOIA.se Solidariedade, que oferece taxas que chegam a 6%.

Siga o passo a passo e aumente a captação de recursos para o seu projeto social.

Marcadores

Laís Webber

Sou jornalista, professora e revisora. Acredito no apoio mútuo, por isso, percebo o financiamento coletivo como uma possibilidade de estarmos juntos, sustentando nossos projetos de forma independente.